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Bloquinho inclusivo leva adaptação sensorial para autistas em Lauro de Freitas

Projeto voltado a pacientes busca ampliar acesso ao lazer durante o Carnaval

Por: Redação

13/02/202608:30

Com o Carnaval já em andamento em Salvador, parte das famílias de pessoas com transtorno do espectro autista ainda enfrenta dificuldades para participar de eventos com grande volume de estímulos sensoriais. Dados do Censo 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo, grupo que pode encontrar barreiras em ambientes com som elevado, iluminação intensa e grande circulação de público.

Foto Bloquinho inclusivo leva adaptação sensorial para autistas em Lauro de Freitas
Foto: Divulgação

Em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana da capital baiana (RMS), o espaço lúdico terapêutico Gira Mundo realiza em 2026 mais uma edição do “Bloquinho Inclusivo”. A proposta é promover um ambiente adaptado para pacientes atendidos pela clínica, com definição prévia do percurso e utilização de suportes visuais voltados à regulação sensorial.

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Segundo a psicóloga e fundadora do Gira Mundo, Manoela Guimarães, a iniciativa busca discutir a adequação dos espaços coletivos para pessoas neurodivergentes:

“Passamos décadas ensinando a pessoa com autismo a suportar o mundo ou a se esconder dele. O que propomos com o bloquinho é a inversão dessa lógica: é o ambiente que precisa ser modificado para acolhê-los. O lazer não é um privilégio neurotípico, é um direito e também uma ferramenta terapêutica poderosa de socialização. Quando controlamos as barreiras sensoriais, a criança autista brinca, dança e se diverte como qualquer outra”, afirma.

Divulgação

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Familiares relatam que a estrutura técnica e o acompanhamento profissional influenciam na decisão de participação em programações desse tipo. Mãe de um dos pacientes, Camila Moreira destaca a confiança na equipe:



“A Gira Mundo é uma clínica muito séria e faz sempre o melhor em tudo o que se propõe a fazer. Os profissionais estão o tempo todo se atualizando, reciclando conhecimentos e isso nos passa segurança. A gente se sente muito confiante [...] porque é tudo feito com muito amor, com muito cuidado e com muita responsabilidade”, diz.

O levantamento do IBGE também aponta desafios educacionais e sociais enfrentados por pessoas com autismo após os 14 anos.