Aliança com Neto depende de “apoio irrestrito” a Flávio Bolsonaro, diz Diego Castro
Deputado afirmou que PL só caminhará junto de candidato que fizer palanque para senador
Por: Redação
10/03/2026 • 19:35
Em meio às conversas que dominam o bastidor político para a construção de alianças visando a eleição de outubro, o deputado estadual Diego Castro, um dos membros mais proeminentes do PL baiano, afirmou que o apoio do partido a um candidato na briga pelo governo estadual estará condicionado ao "apoio irrestrito" do mesmo à campanha do senador Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.
A fala foi direcionada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que busca impedir a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na contenda pelo Palácio de Ondina.
"Espero que ACM Neto diga que vai apoiar [a candidatura de Flávio] e entrar de cabeça no primeiro turno. Vimos o resultado da neutralidade em 2022 no estado e o preço que nós pagamos. A Bahia teve a diferença para que Lula vencesse as eleições. Temos rodado o interior, conversamos com a nossa base e só terá o nosso apoio irrestrito o candidato que levantar a bandeira de Flávio Bolsonaro presidente no primeiro turno", pontuou.
Na avaliação do deputado, que conversou com a imprensa após sessão na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10), o momento não poderá ser pautado pela "neutralidade" em relação ao cenário nacional, algo que, de acordo com ele, Neto teria feito em 2022 ao não apoiar diretamente a campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e o líder da oposição estadual precisa fazer frente ao PT não só na Bahia, mas em todos os cenários eleitorais.
"Estamos em um momento que não cabe meio-termo e é preciso decidir um lado. E sempre que alguém fica em cima do muro, quando cai, cai para o lado esquerdo. Estamos cansados disso, precisamos tirar o PT não só da Bahia quanto do Brasil, então a direita está convicta disso".
A tendência é que as conversas sejam estreitadas para que João Roma, presidente do PL na Bahia e ex-ministro de Jair Bolsonaro, seja um dos dois candidatos ao Senado dentro da chapa majoritária que irá disputar a eleição estadual pela oposição. O senador Ângelo Coronel, que desembarcou do grupo governista, é cotado para ocupar a outra vaga.
Pandemia
Castro aproveitou a ocasião para pontuar questões que serão "essenciais" para que qualquer candidato tenha o apoio do PL, o que o levou a fazer críticas à atuação de Neto durante seu tempo à frente da Prefeitura de Salvador.
"A gente não pode cair de cabeça em qualquer projeto dito de oposição, porque temos valores e bandeiras que são inegociáveis para nosso exército. Queremos um candidato que se posicione contra o aborto e que seja a favor das liberdades. Caso tenhamos uma nova pandemia, um candidato que não feche igrejas e comércios como aconteceu quando Neto estava como prefeito de Salvador", apontou.
"Que não marche com o PT, criticando a gestão do presidente Bolsonaro, enquanto a direita marcha de outro lado. Queremos não só um compromisso de boca, mas um plano de governo mostrando que isso não irá acontecer", disse.
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