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Brasil projeta novo centro para enfrentar emergências em saúde

Objetivo é preparar o país para futuras epidemias e surtos

Por: Agência Brasil

20/06/202618:00

Até o final deste ano, o Brasil deve criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

Profissional da saúde durante a pandemia de Covid-19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ideia é do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde.

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A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

Funções do novo centro

Uma das funções do Centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

Com o equipamento de saúde, as respostas para situações de emergência poderão ser mais ágeis e articuladas, destacam seus idealizadores.

Entre as vantagens desse centro, estariam a constituição de uma governança específica e de uma equipe técnica de alta qualidade, que seria permanente para atuar nessas emergências, segundo o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.

A expectativa do governo federal é que o centro seja criado ainda neste ano, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.